Skip to content
José Filho Avatar
José Filho
26.10.26

Um dia de voluntariado: como a Ford se mobilizou contra o desperdício de alimentos

Imagine entrar no maior entreposto de alimentos da América Latina com uma missão: percorrer seus corredores, conversar com comerciantes e ajudar a encontrar um novo destino para alimentos que ainda estão próprios para o consumo, mas poderiam acabar descartados. Foi isso que cerca de 50 voluntários da Ford fizeram, durante a ação Conexão que Alimenta, realizada na CEAGESP, em São Paulo, com apoio do Instituto Movere.

Eu fui um deles.

Nosso trabalho era incentivar a doação desses alimentos para o Banco de Alimentos da CEAGESP, que tem justamente a missão de combater o desperdício recolhendo produtos que perderam valor comercial, mas continuam adequados para o consumo, e distribuí-los para mais de 300 organizações sociais cadastradas.

A dimensão dos pavilhões

A iniciativa fez parte do Mês do Voluntariado da Ford (Global Caring Month), que neste ano contou com 22 ações na América do Sul, nove delas no Brasil. Entre as diferentes oportunidades de participar, escolhi essa.

Antes da ação, tivemos uma preparação para entender a dinâmica, os objetivos e até como abordar os comerciantes. Mas uma coisa é ouvir tudo isso em uma sala. Outra é chegar à CEAGESP e ver de perto a dimensão daquele lugar.

O movimento é impressionante. São pessoas indo de um lado para o outro, caixas e mais caixas de frutas, legumes e verduras, carrinhos circulando pelos corredores. É nesse cenário que começamos o nosso trabalho.

Brigadeiro com casca e conversa boa

Fomos divididos em duplas e eu estava com minha colega Paula Perrotta, que é Gerente Sênior de Experiência do Cliente da Ford América do Sul. A orientação era abordar os comerciantes de forma leve, sem forçar a doação.

A ideia era conversar sobre a importância de evitar o desperdício de alimentos, explicar a ação e perguntar se havia algum produto em boas condições que eles pudessem destinar ao Banco de Alimentos.

Também levávamos um pequeno presente como forma de aproximação e agradecimento pela atenção: brigadeiros feitos com cascas e entrecascas de abóbora, banana e maracujá.

Junto com eles, um QR code dava acesso a receitas práticas de aproveitamento integral dos alimentos, ensinando a usar partes que muitas vezes acabam descartadas no lixo. Era uma forma simples — e gostosa — de mostrar que pequenas mudanças no dia a dia também ajudam a combater o desperdício.

Quando terminávamos a área indicada para nós, a vontade era continuar: “Vamos fazer outro corredor?”. E fomos. No caminho, encontrávamos outros colegas, trocávamos informações sobre os lugares por onde já tínhamos passado e, muitas vezes, seguíamos juntos.

Caixa por caixa, enchendo a Transit

E as doações começaram a aparecer. Caixa por caixa, fomos enchendo uma Ford Transit com os alimentos arrecadados. Ver aquele espaço do furgão sendo ocupado ao longo do dia tornava muito concreto o resultado de cada conversa que tínhamos acabado de fazer pelos corredores.

Aliás, esse foi outro lado muito legal da experiência. Estamos acostumados a encontrar nossos colegas nas reuniões e na rotina de trabalho. Naquele dia, encontrei essas mesmas pessoas em um contexto completamente diferente, dedicando tempo e disposição a uma causa comunitária. É uma oportunidade de conhecer um outro lado de quem trabalha com a gente e perceber o quanto cada um está disposto a contribuir.

O tamanho do desafio no Brasil

No final da ação, arrecadamos quase 1 tonelada de alimentos. Naquele mesmo dia, as doações foram distribuídas pelo Banco de Alimentos para 22 entidades que, juntas, atendem mais de 30 mil pessoas em situação de vulnerabilidade em São Paulo.

É difícil olhar para esses números depois de ter participado da ação e não pensar no tamanho do desperdício de comida que ainda existe no Brasil. Todos os anos, 46 milhões de toneladas de alimentos, quase um terço de tudo o que o país produz, são perdidas ao longo da cadeia ou acabam no lixo, segundo o IBGE. É alimento suficiente para garantir três refeições por dia, durante um ano, a 63 milhões de brasileiros.

Quando a gente conhece números assim, o problema parece enorme e distante. Na CEAGESP, eu consegui enxergá-lo de outra forma: em cada conversa, em cada comerciante disposto a colaborar e em cada caixa que poderia ter outro destino.

Para mim, esse é também o valor de uma empresa incentivar seus colaboradores em ações de voluntariado corporativo como essa. A Ford busca contribuir com as comunidades onde está presente, e poder fazer parte disso transforma esse compromisso em algo muito mais próximo e real.

No fim, fiquei com uma sensação muito boa de dever cumprido, mas principalmente com vontade de fazer mais. Ver alimentos que seriam descartados saírem dali para a mesa de quem precisa mostrou, na prática, o impacto que uma mobilização como essa pode ter.

E, se você quiser ter uma ideia mais próxima de como foi viver tudo isso nos corredores da CEAGESP, assista ao vídeo da ação. Eu também participo contando um pouco dessa experiência, enquanto as imagens registram o movimento, as conversas, os encontros com os colegas e a mobilização que tornou aquele dia tão especial.

Eu terminei querendo fazer mais. E espero que essa vontade também contagie outras pessoas.

José Filho é analista de Comunicação Interna da Ford e atuou como voluntário no Global Caring Month.

Continue na estrada

default

Ford celebra 48 anos do Centro de Testes de Tatuí e ressalta sua contribuição à engenharia global

Ford Brasil Avatar
Ford Brasil
03.11.26
Casa Clã  2026 Revista Claudia, na Casa Bontempo foto Wanezza Soares/Revista Claudia

Ford realiza doação do SupportBelt para ONGs que atuam na prevenção do câncer de mama no Brasil

Ford Brasil Avatar
Ford Brasil
29.10.26

Ford abre inscrições para nova turma de capacitação tecnológica em São Paulo

Ford Brasil Avatar
Ford Brasil
28.10.26

Por que dar nome a um veículo não tem nada a ver com escolher o nome de um bebê

Karl Henkel Avatar
Karl Henkel
23.10.26