É difícil descrever um lugar como o Ojos del Salado.
Situada no Deserto do Atacama, no Chile, a paisagem de outro mundo parece extraída das páginas de um romance de ficção científica: desolada, surrealmente bela e brutalmente implacável. A 6.893 metros, o cume é o vulcão ativo mais alto da Terra. Por isso, quando Paul Gurney, CEO da BecomingX, traçou como meta um Recorde Mundial do Guinness — correr a maratona mais alta do mundo a partir do topo — ele sabia que o trajeto até lá seria um desafio à parte.
Gurney reuniu sua equipe de corredores, cineastas e equipe de apoio. Ele mapeou a jornada e o cronograma. Também escolheu a dedo seu arsenal: uma frota versátil de cinco picapes e SUVs da Ford. A equipe não usou esses veículos apenas como transporte; eles se tornaram seu acampamento base móvel, batedores de trilhas confiáveis e parceiros de resgate.
Partida
A aventura não começou na montanha. Começou no estacionamento do aeroporto. Após pousar no Chile com uma “quantidade cômica de bagagem”, a primeira tarefa da equipe foi carregar os veículos. Apenas Gurney tinha cerca de 180 kg de bagagem. A equipe de filmagem tinha 45 caixas de equipamentos frágeis. Os veículos Ford tornaram-se mulas de carga e, de alguma forma, acomodaram cada peça de equipamento e material de filmagem.


Com as picapes e SUVs carregados, o próximo desafio foi o combustível — não apenas para a viagem, mas para os geradores que alimentariam o acampamento. As necessidades de combustível para essa jornada exigiram até mesmo retornar pelo caminho percorrido para múltiplos reabastecimentos. “A cada três ou quatro dias, tínhamos que enviar um veículo de volta por 320 km para retornar com outros 300 a 400 litros de combustível”, disse Gurney.
Clima entre as nuvens
A partir daí, o comboio iniciou sua subida lenta. Mas antes que a equipe pudesse pensar no cume, eles tiveram que passar duas semanas se aclimatando à alta altitude, às rápidas variações de temperatura e aos ventos implacáveis. O primeiro acampamento base, Laguna Verde, estava situado às margens de um lago deslumbrante, a 4.340 metros acima do nível do mar. Nessa altitude, inalar o ar torna-se um esforço consciente.



Embora quase todos os membros da equipe já tivessem passado tempo acima de 5.000 metros antes da jornada, a adaptação ainda foi lenta e brutal. O corpo humano precisa de semanas para produzir glóbulos vermelhos adicionais e ajustar a função renal para transportar oxigênio de forma mais eficiente. As primeiras noites sem dormir foram marcadas por dores de cabeça latejantes, tonturas e náuseas em alguns membros da equipe — sinais clássicos do mal de altitude.
Os seres humanos precisam de tempo para se ajustar. No entanto, o motor turbo da Ranger® Raptor® 2025 tem um efeito de “máscara de oxigênio”. Os turbos giram rápido para captar o ar rarefeito da montanha, comprimindo-o com tanta força que, na elevação do acampamento base, cria uma atmosfera dentro do motor com mais de 2,5 vezes a pressão do ar externo — permitindo que o motor supere parte da perda de potência tipicamente observada em altitudes elevadas.
Encontrando o caminho e superando limites
Após jogar na defesa contra as boas-vindas brutais da montanha, a equipe estava pronta para o ataque. A missão? Reconhecer a rota da corrida. No entanto, as estradas no Ojos del Salado são mais como sugestões — uma mistura de trilhas íngremes e rochosas com areia fofa. Para isso, eles utilizaram seu par de modelos Ranger Raptor, cuja agilidade e capacidade os ajudaram a continuar avançando.


Gurney tinha outro objetivo audacioso: completar a maior variação de altitude já alcançada por um veículo. Enquanto a equipe levava seus corpos ao limite, Gurney e Aldo Kane, embaixador da Ford e corredor de maratonas em altitudes extremas, testaram a força da picape Ranger Raptor.
Às vezes, as capacidades da picape os surpreendiam. “Honestamente, eu pensei: ‘Não tem como este veículo conseguir fazer isso’”, disse Gurney. “Mas ele simplesmente ia. Foi genuinamente incrível.”
No final, condições de condução abaixo do ideal deixaram o recorde por pouco fora de alcance. No entanto, Aldo e Gurney ainda levaram o veículo a impressionantes 5.900 metros. Durante todo o tempo, o sistema de controle do veículo reagiu às mudanças de altitude e manteve a operação dentro dos limites de projeto aceitáveis.
A ascensão final
Desde o início, Gurney admitiu que não sabia se essa maratona seria possível. “Eu sempre dizia: ‘Não sabemos exatamente como isso vai ser. Nunca foi feito antes’”. Mas mesmo quando tudo o mais era uma incógnita, a confiança da equipe nos veículos nunca vacilou devido a um fato simples: os motores sempre ligavam. A 4.350 metros, após algumas das noites mais frias imagináveis, cada Ford rugia à vida com um único toque no botão de partida. Em altitudes ainda maiores, entre 5.600 e 5.900 metros, eles continuaram a ligar perfeitamente sob comando.

“Eu sempre dizia: ‘Não sabemos exatamente como isso vai ser. Nunca foi feito antes.’”Paul Gurney, CEO da BecomingX
A subida até a linha de partida, o cume do Ojos del Salado, começou com uma viagem de duas horas do acampamento base até o Refúgio Tejos, a 5.820 metros. Às 22h30, a equipe partiu no comboio Ford e, às 00h30, saíram dos veículos sob temperaturas bem abaixo de zero e ventos implacáveis. Eles partiram como uma equipe em algumas das condições mais difíceis imagináveis, com um clima muito pior do que o experimentado nas duas semanas anteriores.
Após as primeiras duas horas de subida, os ventos aumentaram para mais de 64 km/h e a temperatura caiu para menos de -20 °C com a sensação térmica. Como alguns membros da equipe começaram a sucumbir à exaustão física e à hipóxia, eles tiveram que descer — e rápido. Eles sabiam que podiam contar com os veículos para levá-los de volta em segurança.
A equipe começou a acomodar as pessoas nas cabines aquecidas da segunda Ranger Raptor, da Expedition Tremor, da Expedition Platinum e do Everest. Com a missão de evacuação em andamento, os cinco corredores restantes enfrentaram um vento de frente de 96 km/h para caminhar até a linha de partida a 6.893 metros — uma conquista de vida para qualquer pessoa, mas para esta equipe, este era apenas o início do evento principal.




Após 11 horas e meia, a jornada de descida começou. Com os outros quatro veículos sendo usados para transportar os companheiros de equipe para fora da montanha, a última Ranger Raptor restante tornou-se o "pastor" dos corredores. Por 16 horas, ela rastejou ao lado deles, um guardião ruidoso na encosta do vulcão mais alto do mundo.
No final, a equipe realizou o que se propôs a fazer — e agora, eles têm dois Recordes Mundiais do Guinness para provar: Maratona Mais Alta e Maior Distância de Maratona Percorrida em Equipe. Quando questionado sobre o que aprendeu nesta viagem, as palavras de Gurney foram claras: “Quando você tem o suporte de veículo certo, o backup certo e as equipes certas ao seu redor, você pode fazer coisas absolutamente extraordinárias”.
Diane McGraw é colaboradora do From the Road.
Sempre consulte o Manual do Proprietário antes de dirigir fora de estrada, conheça seu terreno e a dificuldade da trilha e use equipamentos de segurança apropriados.




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