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Jason DeVries
08.07.26

Desafio 4x4: Veículos Ford encaram o vulcão mais alto do mundo

Minha equipe de engenheiros, que realiza testes de validação de trens de força em alta altitude, tem escritórios um pouco diferentes da maioria. Passamos horas incontáveis em uma câmara climática controlada em Dearborn, nos Estados Unidos, onde simulamos o ar rarefeito de uma passagem de montanha a cerca de 3.600 metros sob diversas condições de temperatura ambiente. Para a validação final e aprovação, nosso trabalho nos leva a Summit County, no Colorado, onde as estradas pavimentadas mais altas da América do Norte chegam a cerca de 4.200 metros.

Essas metas não são arbitrárias. Elas são baseadas em onde nossos clientes vivem, trabalham e exploram. Nosso objetivo é garantir que seu motor dê a partida mesmo nas manhãs mais frias de inverno. Queremos ter certeza de que, ao rebocar um trailer pesado em uma subida íngreme com 6% de inclinação, sua picape consiga manter a velocidade sem precisar reduzir a marcha. E validamos que, quando você precisar ultrapassar um veículo em uma rodovia de pista dupla na montanha a 3.300 metros, o motor entregue potência suficiente para fazer isso com segurança e confiança.

World's Highest Marathon Altitude Testing
What starts in a climate-controlled chamber in Dearborn ends in Summit County, Colorado, where Ford powertrain validation engineers put the data to the ultimate real-world test.
What starts in a climate-controlled chamber in Dearborn ends in Summit County, Colorado, where Ford powertrain validation engineers put the data to the ultimate real-world test.

Para alcançar essa capacidade, projetamos nossos testes muito além dos casos de uso do cliente comum. Testamos para o "cliente do 99%" — aquela pessoa que vai levar sua picape ao limite absoluto, e um pouco além. Por isso, quando soubemos que uma equipe de aventureiros planejava levar duas picapes Ranger Raptor, uma Expedition Tremor, uma Expedition e uma Everest para subir o vulcão ativo mais alto do mundo, no Chile, em fevereiro de 2026, nossa curiosidade foi aguçada.

A missão deles era alcançar um recorde no Guinness: correr uma maratona a partir do cume do Ojos del Salado (a mais de 6.700 metros) de volta ao nível do mar. E eles usariam os veículos Ford para fazer a maior parte da subida na montanha. Se isso não é testar os limites, não sei o que é.

Rumo ao Desconhecido

Nos preparativos para a maratona, minha equipe de engenheiros e eu analisamos os dados que tínhamos para determinar se os veículos aguentariam o desempenho naquela altitude. Apresentamos nossa análise com base nas capacidades conhecidas dos veículos.

Nosso mundo "conhecido" nos testes da América do Norte termina em cerca de 4.200 metros, mas após revisar os dados dos nossos testes de validação — bem como dados coletados em veículos semelhantes na região do Tibete, na China, que chega a aproximadamente 5.800 metros —, estávamos bastante confiantes de que os veículos suportariam as condições. Os sistemas de controle são projetados para proteger os componentes mecânicose nossa análise mostrou que todas as peças permaneceriam dentro dos limites de projeto previstos.

Para obtermos ainda mais segurança, a equipe instalou um gravador de dados em um dos veículos e pediu para a equipe local no Chile fazer o reconhecimento do trajeto com antecedência, coletando dados sob as condições reais da maratona. Esses dados eram fundamentais para confirmar que os veículos funcionariam como esperado quando fossem necessários para apoiar os atletas nessa empreitada histórica.

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Mesmo assim, há uma grande diferença entre estar "bastante confiante" e ter "certeza". Conhecíamos a engenharia. O que não podíamos prever era o ambiente: a força dos ventos, a velocidade com que o clima mudaria ou o quão brutais seriam as temperaturas durante a noite. Nossos dados nos davam uma referência sólida, mas, a partir de certo ponto, tínhamos que confiar que a engenharia resistiria. É como correr uma maratona: você pode treinar o quanto quiser, mas precisa mostrar o resultado no dia da corrida. E nesta maratona, se os veículos falhassem, haveria corredores isolados sem meio de transporte imediato para subir ou descer.

Não saberíamos como os veículos se comportaram até que eles voltassem para uma área com cobertura de celular e pudéssemos acessar os dados da "caixa-preta" coletados durante a subida da montanha. Quando os dados começaram a chegar, minha primeira reação foi uma profunda sensação de curiosidade e entusiasmo. Os sistemas se comportaram exatamente como prevíamos, mesmo em um ambiente milhares de metros acima dos nossos campos de provas oficiais.

Potência x altitude

Os modelos Expedition, Ranger Raptor e Everest passaram por várias partidas a frio após pernoites no acampamento-base (situado a 4.300 metros), e absolutamente todos os veículos ligaram sem problemas. A equipe foi ainda mais longe, dando a partida nos três modelos em altitudes entre 5.600 a 5.900 metros. Nem um único motor precisou de insistência ou ajuda externa para funcionar.

No quesito condução, estávamos particularmente interessados na picape Ranger Raptor, que seria usada para tentar a maior variação de altitude já realizada por um veículo. No final, a Ranger Raptor com motor EcoBoost 3.0 litros subiu até 5.900 metros ao longo de três dias. A Expedition Tremor, maior e equipada com motor EcoBoost 3.5 litros, conseguiu subir até 5.765 metros.

The Ranger Raptor truck with 3.0-liter EcoBoost engine pushed up to 5,900 meters or nearly 19,400 feet over three days.
The Ranger Raptor hauled itself up grades as steep as 30% across rough, sandy terrain.
The Expeditions, Ranger Raptors, and Everest were cold-started multiple times across several overnight stays at base camp (sitting at 14,200 feet), and every single vehicle started without issue.

A Ranger Raptor subiu até a altitude máxima para explorar a rota da corrida, vencendo inclinações de até 30% em terrenos de areia fofa e acidentados. Durante todo o trajeto, a picape acelerava sob demanda e permaneceu dentro dos limites de projeto aceitáveis.

Feito para o Pior, Pronto para o Resto

Esses resultados não foram sorte. Foram a prova de um projeto e de uma engenharia sólidos.

No coração de tudo isso está o motor turbo EcoBoost e seu incrível sistema de controle. Pense nele como os pulmões do motor. Conforme você sobe, o ar fica menos denso e um motor comum começa a "sufocar". Para cada 1.000 pés (300 metros) de subida, um motor naturalmente aspirado perde cerca de 3% de sua potência. O turbo comprime o pouco ar existente e o força para dentro do motor, permitindo que ele respire e gere potência onde, de outra forma, não conseguiria.

Mas aqui reside o paradoxo: um motor turbo continuará gerando pressão de bom grado, podendo se forçar além do que os componentes mecânicos suportam com segurança. Portanto, nosso trabalho é criar um sistema de controle que permita ao motor usar sua incrível potência sem se danificar.

The team accomplished what they set out to do — and now, they have two Guinness World Records to show for it.

Nosso cliente médio da Ford não usa seu veículo para escalar vulcões sul-americanos. Ele dirige para o trabalho, transporta materiais de construção e faz viagens em família. Mas a mesma engenharia que permitiu que esses veículos dessem a partida, subissem e tivessem alto desempenho a quase 20.000 pés foi feita para essas viagens do dia a dia também.

Veja você mesmo o desempenho desses veículos no Ojos del Salado. <Assista ao trailer> do documentário sobre a Maratona Mais Alta do Mundo, que estreia no YouTube em 12 de julho.

Jason DeVries é gerente de calibração de trens de força na Ford.

A tentativa de realizar a Maratona Mais Alta do Mundo foi conduzida com guias locais experientes e profundos conhecedores do terreno, e com uma equipe médica qualificada presente para monitorar as condições e garantir a segurança dos participantes. Não tente reproduzir.

Sempre consulte o Manual do Proprietário antes de dirigir fora de estrada (off-road), conheça o terreno e a dificuldade da trilha, e use equipamentos de segurança adequados.

Classificações de potência e torque baseadas em combustível premium de acordo com o padrão SAE J1349®. Seus resultados podem variar.

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